O que é Digitalização de Bordados?

Tempo de leitura: 6 minutos

Em poucas palavras, a digitalização é o processo de criação de um design de bordado pronto para a máquina de Bordado. No passado, a digitalização era um processo altamente técnico e trabalhoso com uma dificuldade considerável para ser aprendido. Hoje, com avanços em hardware e software, praticamente qualquer pessoa pode criar seus próprios projetos de bordados

Primeiro, um pouco de história

Você pode ter escutado a digitalização ser chamada de “puncionamento” ou até mesmo “programação” ou ainda bordados chamados de “fitas” ou “cartões”- todos termos que remetem à história desta atividade.

Originalmente, os designers de bordados eram chamados de “perfuradores” porque eles literalmente perfuravam fitas de papel – e, portanto, o nome: fitas. Eu, por um lado, fico feliz que o processo tenha evoluído antes que eu entrasse na área da digitalização pois não tenho certeza de que teria a paciência necessária. Você consegue imaginar a dificuldade em se criar um bordado antes mesmo de poder enxergá-lo?

Mais tarde, ao passo em que entrávamos na “era da computação”, a digitalização se tornou um termo comum visto que criávamos arquivos digitais baseados em desenhos feitos à mão usando um dispositivo de cursor (espécie de mouse) em um quadro gigante. Em meados dos anos 1990, a digitalização “na tela” começou a se popularizar e ao fim da década se tornou o método preferido para criação de projetos de bordados.

Também em meados dos anos noventa, opções de bordados começaram a aparecer em máquinas de costura domésticas de alta performance, primeiro nas máquinas da Janome e, logo em seguida, as principais marcas também entraram neste mercado. Muitas dessas máquinas usavam uma espécie de cartão de memória que carregava designs prontos e daí se originou o termo “cartão” na indústria do bordado.

Os softwares apresentaram avanços ainda maiores nos anos 90 e no começo do século XXI, passando dos sistemas DOS considerados pobres em recursos, a programas altamente sofisticados tanto para os Macintosh quanto para os sistemas Windows. Ao passo que os computadores avançavam, os programas também evoluíam. Entretanto, até recentemente, apesar de parecerem poderosos, os programas disponíveis demandavam investimentos significativos tanto financeiramente quanto em questões de tempo. E tempo era definitivamente o maior percalço. As bordadeiras não só deveriam aprender a usar o software como também entender a teoria por trás da “construção” de um design apropriado. De fato, antigamente era um requisito básico que se trabalhasse no mínimo por 2 anos como bordadeira de produção antes de sequer abrir um software de digitalização!

Quer aprender a Criar seus próprios Bordados, e se livrar de Programador? CLIQUE

Boas notícias

Os programas de hoje em dia além de serem extremamente sofisticados e poderosos, são também facilmente manuseados por qualquer pessoa com habilidades básicas de computação e bordado. As ferramentas automáticas de criação de design possibilitam que você gaste menos tempo no computador e mais tempo criando – seja costurando, bordando, estofando ou fazendo ainda mais projetos!

Então, de volta a questão inicial, o que é digitalização? Como são feitos realmente os designs? A digitalização pode ser resumida em 3 etapas. Imagine que o processo seja como uma valsa e você desenvolverá vários “dois passinhos” entre a segunda e a terceira etapa para chegar no resultado que você deseja!

Etapa 1: A Arte

O melhor ponto de partida para o bordado é um bom design ou obra de arte. Quanto mais clara a arte, melhor. A arte pode ser desenhada à mão e escaneada, desenhada em programas de arte gráfica ou selecionada de uma biblioteca de artes prontas. Fotografias demandam uma certa experiência! Não economize na etapa da arte pois essa é a base para um bom bordado.

Etapa 2: Digitalização

A arte é enviada para o programa de digitalização e criam-se os pontos tomando a mesma como referência. Dependendo do programa, das suas habilidades e do resultado desejado, o processo pode ser altamente automatizado, altamente manual ou uma combinação dos dois. No caso de altamente automatizado, você selecionará algumas opções e Voilá! Você tem um design. Ou pode ser que alguns processos sejam altamente automatizados enquanto outros não o são. Muito raramente você precisará se preocupar com cada buraco que a agulha perfurará! (E isso é exatamente o que os perfuradores de fita faziam!)

Etapa 3: Verificação

Note que eu não chamei essa etapa de “bordagem”. A bordagem implicaria que o design está pronto para ser utilizado e você o bordaria com toda confiança. A verificação, por outro lado, indica que verificaremos o design da costura e nos asseguraremos de que é eficiente, livre de erros e não causará nenhum contratempo no processo de costura como quebra de peças ou qualquer outro problema. É claro, isso significa que você precisará dominar as técnicas de bordados, ou de que outra forma você saberá se um problema foi causado pelo processo de costura ou de digitalização? Depois da costura, remova a peça do aro, inspecione visualmente quaisquer lacunas, possíveis sujeiras ou problemas na aparência do projeto e sinta o bordado para verificar a espessura e existência de caroços.

Conheça o Curso Como Criar Matriz de Bordados com Leonardo Santanna, e fique Livre de Programadores? CLIQUE

Comentários